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Seja para investir, morar em outra cidade ou apenas adquirir uma casa maior e com mais espaço para a família, costuma ser difícil comprar um imóvel à vista. E mesmo quem tem essa possibilidade às vezes não opta por isso para não desorganizar o orçamento doméstico. Então, as principais opções são consórcio ou financiamento — que representam o fechamento da maioria dos negócios imobiliários.

Mas qual dos dois é o melhor? Bem, depende de uma série de fatores, tanto da instituição financeira escolhida e tipo de operação quanto do comprador do bem em relação a ambos. Vamos abordar neste post o funcionamento e os detalhes de cada um para te ajudar nessa decisão tão importante. Confira:

Juros

O consórcio imobiliário é vantajoso por esse ponto, pois não cobra juros. Claro que há a taxa administrativa da empresa de consórcio, correção anual de valores (geralmente pelo INCC) e fundo de reserva — respectivamente em 17%, 5% e 1% aproximadamente, conforme a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac). Porém, todas essas porcentagens juntas ficam abaixo dos juros médios cobrados. Exceto a correção anual, elas são as únicas que incidem sobre o valor total do crédito e distribuídas sobre todo o prazo de pagamento.

Já o financiamento tem juros que ficam em cerca de 10% ao ano, a depender da instituição financeira que libera o crédito.

Tempo de entrega das chaves

Esse quesito é um grande divisor de opiniões, mas podemos dizer que para compras por investimento ou projeto residencial de longo prazo, essa questão não é um problema no consórcio. Pois o comprador depende de sorteio ou acúmulo de capital para dar lance e poder tomar o crédito. E caso nada disso ocorra, só poderá tomar posse após pagar todas as prestações.

Já o financiamento, com algum tempo de demora pelo processo de junção de documentos, aprovação de crédito e emissão de certidões, é mais rápido. Basta que tudo isso seja concluído em poucos meses para ser possível se mudar para o imóvel.

 

LEIA TAMBÉM: Como funciona o consórcio de imóveis

Aprovação e retirada de crédito

Para fazer um consórcio, geralmente basta que se tenha mais de 16 anos, tenha documentos pessoais e seja assinado o contrato. Então, as prestações já passam a ser emitidas. Porém, caso haja a contemplação ou mesmo a compra do direito de utilização do crédito imobiliário com um lance dado, é preciso que se comprove capacidade de seguir honrando a obrigação assumida para, de fato, ter direito ao montante. Então, documentos para comprovação de renda e ocupação profissional são solicitados e a análise de crédito é feita.

Já no financiamento esse processo é prévio. Em poucos dias é dado o resultado ao comprador interessado e somente após a aprovação se procede com o financiamento e com a emissão das prestações.

Valores de imóveis

O valor do imóvel também precisa ser considerado para escolher entre as modalidades de pagamento. No consórcio, 100% do valor imóvel é coberto pelas parcelas, porém, só serve para aquisições com valores entre R$ 100 mil e R$ 600 mil.

O financiamento dá mais liberdade, pois não tem montante estabelecido. O comprador pode financiar um imóvel no valor que desejar, mas, em contrapartida, precisa ter recursos para arcar com pelo menos cerca de 20% do total, dependendo da instituição escolhida.

Em conclusão, podemos dizer que o consórcio é uma boa opção para quem tem planos de longo prazo, ou que irá investir em um imóvel não muito caro. E financiar é melhor para as pessoas que desejam tomar posse da nova casa em breve ou pretendem comprar um imóvel de valor mais alto.

Agora, ficou mais fácil para você escolher entre consórcio ou financiamento! Quer ler mais sobre imóveis e aquisições? Assine a nossa newsletter para receber outros conteúdos em seu e-mail!